Arte De Rua: / by Lucy

Some kind words on the Brazilian blog post Diarios de Fuga, thank you Gabriella Pimentel.

ARTE DE RUA: LUCY MCLAUCHLAN

 

· por  · em Arte. ·

 

Tem ideias que merecem ser tornadas comuns. Comuns a mim e a você que lê, por uma questão evolutiva do homem. Tornemos comum o que nos evolui, assim eu evoluo, você evolui e nossas novas perguntas sem respostas nos levam à algo (ou, ao menos, espero que um dia levem.) Assim, vou deixar aqui pro leitor invisível aos meus olhos, tudo que julgo na minha condição de ser humano algo bonito o suficiente para ser compartilhado.

Lucy é do tipo divino (literalmente > e logo menos você descobrirá por quê.). Sua obra expressionista se torna atraente a partir do momento que ela é submersa em toda essa atmosfera contra cultural inerente da arte de rua. Ela fala e diz com um spray ou um balde de tinta – seja na avenida, na rua, na parede velha do vizinho ou em algumas daquelas exposições que todo pseudo-fã de Banksy queria estar – e suas obras são incríveis.

Como resultado do meu tempo passado em companhia das suas obras, destaquei essas que mais me bagunçaram positivamente mas, minha sugestão é: veja o blog. E o portfolio e todo o resto também.

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“A different kind of Freedom”, ou a liberdade quando limitada, veio de uma Lucy de 2010. Foi pintado em madeira.

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“Slit” – O título da obra (“Slit”) destruiu toda a interpretação que eu tinha construído dela. Slit como o próprio nome diz, faz a gente pensar que o casulo, afinal de contas, não é um casulo: é uma fenda. (Pra quem tem certos receios com o inglês, Slit significa algo como “fenda”). Slit me fez lembrar de algo como que alguém coberto de memórias, fechado em seu casulo humano. Mas eis que todas essas lembranças, como o título sugere, sejam o que faz ela (a menina do casulo), eu e todos nós abrirmos uma fenda no nada, em todo esse vazio que abate as pessoas de vez em quando. Uma fenda no Não existente: o que faz de você ser existente é, afinal de contas, aquilo que você vive – que é Futura memória, fenda no vazio infinito da não existência. Enfim, gosto muito dessa. Vem de uma Lucy de 2007, tinta sobre tela.

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Untitled (ou, a autora do post não sabe o título) – sem reflexões filosóficas nessa, ela é simplesmente genial. Ver vida em um ambiente destruído e destrutível é total digno de (e da minha) admiração.

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“The Beast” feita de sucata velha > Desnecessário comentar mais. Destaque para a pessoa in utero.

É isso aí. Estritamente recomendável ver mais: Mais Lucy.